Causa natural também é responsável por degelo, diz estudo


Uma causa natural, combinada com o aquecimento global, pode ser responsável por grande parte do recente e dramático degelo da região Ártica. Isso foi o que mostrou um novo estudo publicado no jornal Nature, nesta quinta-feira (3).

A pesquisa indica a existência de um aumento natural e cíclico na quantidade de energia presente na atmosfera, que se move do sul para o norte ao redor do Círculo Polar Ártico.

Mas essa transferência de energia, que vem acompanhada de tempestades, não está agindo sozinha, disseram os cientistas.

Outro estudo que está para ser publicado concluiu que a combinação do aumento de energia com o aquecimento global provocado pelo homem são, juntos, os responsáveis pelo derretimento das geleiras na região Ártica.

Outros pesquisadores afirmaram que o estudo publicado no jornal subestima o efeito do aquecimento global, já que se baseia em dados antigos, que vão apenas até o ano de 2001. (Estadão Online)

Fonte: www.ambientebrasil.com.br

Comitê vai executar Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da BR-163

A BR-163, rodovia que liga as cidades de Cuiabá, em Mato Grosso, e Santarém, no Pará, vai ganhar atenção especial do governo. Um decreto presidencial, assinado no dia 6 de dezembro, criou o Comitê Executivo do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da BR-163.
 
O Plano foi criado para levar políticas de desenvolvimento sustentável, ordenamento territorial, conservação ambiental, gestão florestal, inclusão social e cidadania às comunidades que vivem às margens da rodovia.

O Comitê será composto por representantes dos governos federal e estaduais, e também por representantes de municípios situados ao longo do eixo da rodovia. Eles acompanharão e articularão o desenvolvimento das ações previstas no Plano.
 
Segundo André Lima, diretor do Departamento de Articulação de Ações da Amazônia, do Ministério do Meio Ambiente, a criação do Comitê marca a presença do Estado na região. "A gente sabe que a região é historicamente carente da presença do Estado em projetos e programas públicos, e o propósito do Plano é justamente atender a essas demandas das populações locais", afirmou.
 
Má conservação de pontes, falta de asfaltamento, garimpo ilegal, pobreza, apropriação de terras e extração de madeira irregular são problemas encontrados ao longo da estrada. André Lima acrescentou que o problema do desmatamento também se agravou nos últimos meses e requer medidas de contenção por parte do Estado.
 
"Nos últimos três a quatro meses nós temos verificado uma pressão maior, uma certa tendência de retomada do ritmo de desmatamento, principalmente em algumas regiões de abrangência da BR-163, o que demanda ações rápidas do governo não apenas no sentido do controle, mas também no sentido de levar recursos para estimular alternativas econômicas adequadas e sustentáveis para a região", explicou o diretor.

A BR-163 foi construída na década de 70 e tem aproximadamente 1,8 mil quilômetros de extensão. Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), está previsto investimento de R$ 1,45 bilhão para a pavimentação da rodovia, trabalho que deverá ser concluído em 2010.

Fonte: Agência Brasil

Grandes desmatadores que irão para “lista suja” estão identificados, afirma Ibama


Os maiores desmatadores nos estados que mais devastam a floresta amazônica estão identificados. A informação é do diretor de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Flávio Montiel, que disse que eles integrarão uma “lista suja” semelhante à usada contra trabalho escravo.

“Já identificamos os 50 maiores infratores no Pará, Mato Grosso e Rondônia, estados que contribuem com 80% do desmatamento na Amazônia. Vão sofrer sanções conjuntas – administrativa, penal e cível – e integrar uma lista suja, a ser divulgada ao longo do primeiro semestre do ano que vem”, afirmou Montiel, em entrevista à Agência Brasil.

O levantamento está sendo feito pelo Grupo Permanente de Responsabilização Ambiental, criado no dia 6 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo, coordenado pelo Ministério de Meio Ambiente (MMA), é integrado por Ministério da Justiça, Casa Civil, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Ibama e Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Outra preocupação do governo, segundo Montiel, é fomentar atividades produtivas sustentáveis na região amazônica, por meio de linhas de crédito com juros reduzidos. O MMA também desenvolve uma programa de capacitação de gestores ambientais. A idéia é fazer com que o trabalho seja absorvido nos municípios, para que eles tenham uma participação mais ativa no combate ao desmatamento.

“A constituição prevê atribuições dos municípios na proteção ambiental, mas a realidade deles (os da Amazônia) é bem distinta da verificada no Sul e Sudeste. Não têm órgãos de meio ambiente estruturados”, comentou o diretor.

O centro de monitoramento ambiental do Ibama, criado em 2004, fica em Brasília, mas há estações de trabalho montadas na superintendência do órgão na Amazônia e em 17 bases operativas das ações de fiscalização. A tecnologia utilizada é o geoprocessamento, com imagens de satélite acessadas via internet. “Não estamos satisfeitos e vamos avançar mais, com instrumentos de monitoramento melhores, que nos permitirão chegar antes que o desmatamento se torne grande”, afirmou Flávio Montiel. (Agência Brasil)

Fonte: www.ambientebrasil.com.br

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